terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

FICHAMENTO

TIPO: MONOGRAFIA
ASSUNTO/TEMA: EDUCAÇÃO/LUDICIDADE
RESUMO: A autora trata de apresentar diversas formas de apresentação do lúdico. Mostra como tem sido visto ao longo da história, e como é visto e utilizados nas escolas e pelos educadores.


FICHAMENTO
PAG.
INTRODUÇÃO O uso do lúdico é fato, e sem dúvida fundamental como recurso de ampliação e representação do conhecimento. A utilização do lúdico nas aulas evidencia-se como uma atividade que rompe com barreiras disciplinares, torna permeável as suas fronteiras e caminha em direção a uma postura interdisciplinar para compreender e transformar a realidade em prol da melhoria da qualidade de vida pessoal, grupal e global.  10
JUSTIFICATIVA A ludicidade é essencial ao ser humano e ao seu desenvolvimento, visto que é um modo de expressar-se, pois pode-se fazer um paralelo entre os jogos e as brincadeiras com as situações do cotidiano. Essas ferramentas lúdicas muitas vezes exercem papel fundamental no processo de ensino – aprendizagem, uma vez que sua utilização em sala de aula mostra-se mais eficiente do que os meios tradicionais de ensino. 11
REFERENCIAL TEÓRICO Comenius, em meados do século 15, provocou a reforma do ensino que se tornou conhecida como Realismo em Pedagogia. Ele dividiu os anos do desenvolvimento em infância, puerícia, adolescência e juventude. Cada período compreendia um espaço de 6 anos. Nesse período foi criada uma escola maternal para as crianças na fase da infância, onde recomendava-se a experiência com os brinquedos para exercitar os sentidos externos. No entanto, foi Rousseau (1712-1778), na França, que teve como principal ideia a educação baseada na atividade, pois a aprendizagem é adquirida através das experiências. Segundo ele a criança é uma folha de papel em branco e, se estiver atenta aos fenômenos da natureza, desenvolverá a curiosidade e pesquisará os fatos. Rousseau dizia que a educação da criança deve ser uma livre expressão das atividades naturais da própria criança. (MENDES, 1996). 12
TEORIAS DA APRENDIZAGEM Na prática, Platão utilizou atividades lúdicas no ensino da matemática, aplicando atividades de cálculos ligadas a problemas concretos, extraídos da vida e dos negócios cotidianos, a fim de que, para seus discípulos, esses problemas atingissem um nível superior de abstração. Foi a partir do século XVI que os humanistas começaram a perceber o valor educativo dos jogos, sendo os jesuítas os primeiros a (re)colocá-los em prática. Dessa forma a opinião acerca da utilização dos jogos com fins educativos foram ficando cada vez menos radicais. 14
A utilização dos jogos como fator determinante na educação das crianças também foi abordada por Piaget (1974), para quem a importância dos jogos torna-se ainda maior quando estes são desenvolvidos pela própria criança, uma vez que esse trabalho de reconstrução exige do educando uma adaptação mais completa, a qual o autor denomina de síntese progressiva da assimilação com acomodação. Para o autor, por ser o homem o sujeito de sua própria história, toda ação educativa deve promover no indivíduo sua relação com o mundo por meio da consciência crítica, da libertação e de sua ação concreta com o objetivo de transformá-lo. Dessa forma, Piaget defende que no trabalho de educação com crianças é necessário que se forneça a estas um material conveniente, com o objetivo de que, jogando, elas cheguem a 16 assimilar realidades intelectuais que, sem essa ação, permaneceriam exteriores à inteligência infantil (apud MACEDO, 2001, p.450). 15
John Dewey (1859-1952), pedagogo e filósofo americano, criticava a educação tradicional, o intelectualismo e a memorização, defendendo a aprendizagem como um processo ativo e o ensino baseado em experiências práticas na sala de aula, referenciando o jogo neste processo. Para o autor, todos os povos, em todos os tempos, contaram com os jogos como parte importante da educação de crianças, especialmente de crianças pequenas. Dewey defendia a idéia de que o jogo é tão espontâneo e inevitável que, a seu ver, poucos pensadores educacionais atribuíram a ele em teoria o lugar de destaque que sempre ocupou na prática, ou mesmo, poucos tentaram descobrir se as atividades naturais de jogo das crianças oferecem sugestões que possam ser adotadas na escola (apud MOYLES, 2002). 17
CONTRIBUIÇÕES SIGNIFICATIVAS ·Fixação de conceitos; · Introdução e desenvolvimento de conceitos de difícil compreensão; ·Desenvolvimento de estratégias de resolução de problemas; ·Tomada de decisões e avaliação destas; ·Significação de conceitos; · Interdisciplinaridade; · Incentivo à participação ativa do aluno na construção do conhecimento; ·Socialização e trabalho em equipe; ·Motivação, criatividade, senso crítico, competição, observação, prazer em aprender; ·Reforço e recuperação de habilidades; · Identificação, diagnóstico de erros de aprendizagem, de atitudes e das dificuldades dos alunos. 18
DIFICULDADES ENCONTRADAS ·O jogo pelo jogo; quando este é mal utilizado, os alunos não sabem por que jogam;
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·Muito tempo gasto com atividades de jogos sacrificando outros conteúdos pela falta de
tempo;
·Falsas concepções de que se devem ensinar todos os conteúdos por meio de jogos;
·Perda da “ludicidade” dos jogos pela interferência constante do professor;
·Exigência de que o aluno jogue, destruindo a voluntariedade pertencente à natureza do
jogo;
·Dificuldade de acesso ao material sobre uso de jogos que possam vir a subsidiar o
trabalho docente
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IMPORTANCIA DO BRINCAR O ato de brincar é um comportamento que acompanha o ser humano, em especial, na infância, modificando-se até chegar ao jogo socializado e, sob essa forma, permanece ao longo da vida e da história da pessoa. Diferentes autores estudaram a importância do lúdico na vida do indivíduo; porém, todos convergem em um mesmo ponto, quando afirmam que o ser humano é de natureza lúdica e quer brincar, para ele, não constitui perda de tempo, mas uma forma de desenvolver suas próprias habilidades e chegar a um autodomínio, tendo um conhecimento do mundo, por meio de suas próprias emoções 19
CONTRIBUIÇÕES DO BRINCAR PARA O DESENVOLVIMENTO DO INDIVÍDUO A brincadeira, por utilizar um conjunto de códigos que objetivam um certo ato comunicativo, pode ser entendida como uma linguagem. Mesmo na mais tenra idade, a criança busca significados, procura dar um sentido à sua existencia – o que é mais comumente praticado pelo ato de brincar – ao mesmo tempo em que integra sua personalidade. É o que Machado (1999) chama de proceso de personalização de desenvolvimento de um sentimento de estar dentro do próprio corpo. Dessa forma podemos entender que o sentido da vida de uma criança é a brincadeira. Brincando elas reproduzem situações concretas, pondo-se no papel dos adultos, imitando-os e procurando entender o seu comportamento. Para a criança brincar não é apenas um passatempo. Seus jogos estão relacionados com um aprendizado fundamental; seu conhecimento do mundo através das suas próprias emoções 20/21
JOGO Ao mesmo tempo que parece simples, é bastante complexo definir jogo. O caráter do jogo varia de acordo com a comunidade na qual está inserido, porque em cada uma ele tem seu significado modificado, podendo se modificar de acordo com a intenção, regras, espaço, tempo, entre outros fatores 24
Definir jogo em palavras é algo bem difícil, devido a sua imensidão de variações. O jogo varia de brincadeira de faz de conta, jogos de exercício, jogos de raciocínio, uso de brinquedos e muito mais. Porém, sabe-se que para haver jogo é preciso ter regras.  
IMPORTANCIA DAS REGRAS Assim sendo, a essência do jogo configura-se, na realidade, no conjunto de regras que indicam o que pertence ou não ao jogo, o que é permitido e o que é proibido. A ideia inicial é a de que não se pode violar essas regras sob pena de acabar o jogo, que fica descaracterizado pela não utilização de suas normas. 25
FORMAÇÃO LÚDICA DO EDUCADOR É possível constatar que o lúdico é um facilitador da aprendizagem, o grande problema na sua utilização é falta de capacitação dos profissionais em adequar nas aulas algo que as deixem mais dinâmicas. A falta de políticas públicas e financiamentos educacionais que incentivem a utilização do lúdico como suporte na aprendizagem é um fator responsável pela 28 falta de preparo dos professores, os quais, baseados nos dados obtidos através de questionários, percebem a importância em integrar a teoria a músicas, jogos e até mesmo a programas de computador já preparados para isso, mas que no entanto não recebendo o devido treinamento não conseguem utilizá-los corretamente. Percebe-se, portanto, que a utilização do lúdico nas escolas precisa ser estudado, remodelado e adequado para que ocorra o real e correto uso, pois são muitas as dificuldades enfrentadas, sendo uma das principais, a carência de profissionais especializados na área ,a causa deste fracasso. Identificados todos estes pontos, faz-se deste trabalho um instrumento de reflexão a ser utilizado a favor do aprendizado. 27/28
PORQUE O LÚDICO PODE SER UM ALIADO PARA O DOCENTE? A importancia do lúdico é o prazer que este traz na construçãos de conceitos, no desenvolvimento intelectual, bem como na construção da aprendizagem como um todo. A concorrência no mundo do trabalho deixou os pais, escolas e professores mais preocupados em inserir de qualquer maneira no aprendizado das crianças e adolescentes tudo que estes precisam saber para entrar numa boa faculdade e se dar bem na vida, sem levar em conta como isso está sendo feito. 29 O sucesso de alguns professores em atingir seus objetivos didáticos em sala de aula, está exatamente na forma diferenciada de como fazem isso. Essa maneira de agir e fazer com que outros compreendam o assunto a ser explanado, faz com que precisemos repensar as diferentes maneiras de se introjetar os assunto relacionados nas mentes dos educandos e, ainda por cima, fazê-los compreender o que está senso explanado, de uma maneira mais simples e criativa, pois dessa forma, tanto o ensinar como o aprender se fundem em algo grandioso e de qualidade. 28/29

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