sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Entrevista com uma coordenadora pedagógica

Tive a oportunidade de entrevistar uma coordenadora pedagógica de uma escola pública municipal de Ubá, e através das suas respostas percebi que a escola se preocupa muito com a qualidade do ensino, com o entrosamento do aluno e principalmente com a cooperação da comunidade escolar. A escola é muito aberta ao diálogo, e inclusão social. Pude perceber alguns alunos com necessidades especias estudando e brincando com todos os outros. A cultura popular tem espaço na escola que por sua vez oferece aos alunos a oportunidade de ter contato com outras formas de cultura como artes, teatro, música etc...
Parabenizo a escola pela iniciativa e atitude para oferecer melhores oportunidades para seus alunos


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terça-feira, 26 de agosto de 2014

Rotina na educação infantil

"Uma rotina estável, clara e compreensível permite que as crianças a incorporem, podendo antecipar o que irá acontecer em seguida. Isso oferece uma sensação de segurança a elas, o que, por sua vez, permitirá que elas atuem com maior autonomia e tranqüilidade no ambiente escolar.
Rotina estável, entretanto, não significa rigidez e inflexibilidade. É importante que o professor possa organizar o tempo levando em consideração seu planejamento, mas podendo contar com a possibilidade de alterá-lo de acordo com suas próprias necessidades e a de seu grupo também. Rotinas iguais não servem para grupos diferentes. A rotina que nunca muda torna o trabalho do professor monótono e repetitivo e pouco interessante para seus alunos. Assim, mesmo que a leitura de história aconteça todos os dias (e é desejável que aconteça), o professor pode pensar em maneiras diferentes de fazê-la: num dia pode ler em um ambiente da escola; em outro, fazer uma cabana onde os alunos entrem para ouvir a história; apagar as luzes e acender uma vela para dar um ar diferente ao ambiente; contar uma história em vez de simplesmente ler; pedir que um outro adulto da escola venha ler uma história e assim por diante. Da mesma forma, um professor deve ter independência não só para mudar seu planejamento, mas também para não se sentir obrigado a realizar todas as atividades previamente indicadas".
fonte:http://saberesefazeresnaeducacao.blogspot.com.br/2011/10/qual-e-importancia-da-rotina-na.html


Brincando a gente também aprende!

Práticas pedagógiacas

domingo, 1 de junho de 2014

Escrevendo um livro

Hoje é Domingo e eu tive uma experiencia muito legal nesta tarde! A atividade do curso de Pedagogia da UEMG era de criar um livro, de tema livre, a partir de alguma experiência que tivemos neste primeiro semestre de curso. Depois de pensar bastante cheguei a conclusão que deveria falar deste novo momento de aprender a ensinar. Está sendo gratificante cada acontecimento e tenho me sentido muito feliz! Bom, agora espero que apreciem meu (pequeno) livro, que foi feito com muito carinho!
http://issuu.com/gicelicristinarodrigues/docs/eu_gosto_de_aprender_e_amo______ens

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Brasil

Paulo Freire tinha fé na educação, por isso sua filosofia era toda baseada no ser como agente transformador do seu meio, e o caminho para este acontecimento é a educação.

Paulo Freire trata em seus conceitos de educação de algumas categorias muito profundas e que trazem ao leitor uma visão muito esclarecedora do seu modo de pensar a educação. Uma destas categorias é a consciência. Ele nos mostra que mesmo com as sociedade latino-americanas já começarem a viver uma certa abertura, o professor ainda é visto como um ser superior que ensina a ignorantes, e o educando apenas recebe os conhecimentos como se fosse um deposito. A esta consciência ele chama de “bancaria”, pois só recebe e se pensa que quanto mais se dá mais se sabe. O educando assim perde seu poder de criar e passa a apenas reproduzir algo já concebido. Há também outros tipos de consciência, a ingênua, a mágica, a critica, cada uma com características distintas e importantes. A consciência magica é aquela que transforma os desafios em superstições. Na ingênua há uma busca de compromisso enquanto na critica há um compromisso. Existe ainda a consciência fanática que gera uma entrega irracional.
A partir do conhecimento destes tipos de consciência podemos ver como que a sociedade responde aos fatos e acontecimentos. A grande preocupação de Paulo Freire é com o desenvolvimento humano. Quando ele fala das categorias sociedade e mudança mostra claramente através de uma visão critica que o objetivo da educação é promover mudança. É possibilitar ao educando uma oportunidade de transformação do meio, e não meramente aceitar a imposição de uma minoria que pretende manipular as massas. Desta forma o processo chamado democratização é fundamental. Onde as massas procuram participar das mudanças, a exigir transformações e fazer parte delas. Passam a atuar e não apenas apreciar os acontecimentos. A sociedade para ser justa deve oferecer oportunidade para que todos tenham opção, livre e não imposta, gerando consciência criadora e comunicativa.

A consequência de uma sociedade justa é o compromisso do indivíduo para com a mesma. A partir do momento que ele passa a agir e refletir é criado condição para que haja compromisso. O indivíduo tende a se comprometer com aquilo que entende, participa, opina e constrói. Ao refletir sobre estar no mundo, sobre sua ação neste mundo ele passa ter consciência dos seus atos e busca superar seus limites e não ser mais um mero expectador dos fatos. 

                                                                                                             Giceli Cristina


quinta-feira, 24 de abril de 2014

Até que ponto somos livres?



Liberdade é algo desejado por aqueles que estão ou se sentem presos por algo ou por alguém. Correntes prendem, cadeias prendem, grades prendem, mas também relacionamentos prendem, sentimentos prendem, pessoas se prendem. Como então saber qual é o limite da liberdade ou da falta dela? Uma linha tênue demais separa liberdade de prisão, liberdade de libertinagem. Essa linha tem nome: Respeito. Quando se cresce aprendendo e cultivando esta virtude se tem o equilíbrio necessário para se distinguir, julgar e optar sempre por não fazer nada que vá de alguma forma ferir, degradar ou causar repulsa em seu semelhante.
Será que liberdade é se fazer o que quer, na hora que quer e como bem entende? Ou liberdade é conseguir controlar seus impulsos, segurar suas emoções e não fazer ou não dizer o que se quer pois tudo que feito ou dito no impulso geralmente  culmina em algo negativo?
Somos livres a partir do momento em que podemos questionar, discordar, protestar, mas acima de tudo, somos livres quando conseguimos entender com nossa alma que podemos ser livres mesmo estando presos.; que podemos ser livres mesmo não fazendo naquele momento o que desejamos; que podemos ser livres por que liberdade não é um simples acontecimento, mas algo que se sente no espírito, que ninguém pode  tocar, e que não é necessário fazer atos de vandalismo ou exibição degradante de oposição às regras para se provar que o é.

                                                                                                             Giceli Cristina



Filosofia

Zeca Baleiro
Filosofia
Composição: Noel Rosa

O mundo me condena
E ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber
Se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome.

Mas a filosofia
Hoje me auxilia
A viver indiferente assim.
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Para ninguém zombar de mim.

Não me interessa
Que você me diga
Que a sociedade
É minha inimiga.
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba
Muito embora vagabundo.

Quanto a você
Da aristocracia
Que tem dinheiro
Mas não compra alegria
Há de viver eternamente
Sendo escrava desta gente
Que cultiva hipocrisia.

Minha opinião:
A indiferença com que o mundo capitalista, aristocrático e hipócrita trata as pessoas leva o autor a se refugiar na filosofia, onde ele observa tudo a sua volta e percebe o quão vazios e fúteis são aqueles que prezam mais a riqueza que o caráter, mais o ter que o ser.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Tempos de escola

   Como é bom voltar no tempo e relembrar de coisas e pessoas, lugares e situações! Ao ver as fotos de alunos e professores no Museu Fotográfico de Guidoval (é um endereço do Facebook, visite, é muito interessante) mesmo não sendo da minha época na Escola Estadual Mariana de Paiva fiquei com saudade daquele lugar. Cidade no interior é assim, tudo que acontece pára a cidade. Isso mesmo, pára do verbo parar. As pessoas saíam de suas casas para acompanhar os desfiles de 7 de Setembro, os comerciantes paravam o que estavam fazendo e iam para as calçadas apreciar o desfile. Que tempo bom!
  Tenho saudade das manhas de sexta-feira onde os alunos se reuniam no pátio da escola para a hora cívica. Cantávamos o Hino Nacional Brasileiro, havia hasteamento da Bandeira Nacional, declamação de poesias. Todos uniformizados e reverentemente cantando o hino de cor. Hoje em dia não há mais isso, parece que o civismo está ultrapassado. Os estudantes mal sabem começar o hino e se engasgam com as palavras rebuscadas.
Não podemos perder nossa memória. Preservar documentos, fotos, objetos é muito importante para as futura gerações. Como escreveremos nossa história se não guardarmos nossas memórias?

quinta-feira, 13 de março de 2014

Meus 8 anos - poesia

A nuvenzinha triste


A nuvenzinha triste


Havia uma nuvenzinha muito triste. Ela já estava cansada de ser nuvem. Ela não estava feliz por Deus tê-la criado sendo uma nuvem.


Então ela viu uma borboleta colorida voando, voando. E ela pensou:
- Eu poderia ser uma borboleta!
Ela se espichou daqui e dali e...


 Logo se transformou numa borboleta. Que bom! Agora ela parecia com uma borboleta. Ela podia voar pra lá e pra cá. Mas, a borboleta não podia voar mais alto. E ela então se cansou de ser borboleta.

 Mais tarde, ela viu um passarinho voando pelos ares. E ela pensou:
- Eu poderia ser um passarinho e ir a muitos lugares!



 E ela se espichou daqui e dali, transformando-se em um passarinho. Agora sim ela poderia ser feliz. Afinal, agora ela poderia voar bem alto, conhecer muitos lugares, muitas pessoas. Mas, ela logo se cansou de voar, de ir para longe das outras nuvens. Ela ficava tão sozinha!

Então ela viu um balão colorido. Ela ficou impressionada com a altura que ele voava, era tão bonito e voava tão alto! As crianças riam e brincavam com ele, parecendo tão felizes! 
A nuvenzinha resolveu então ser um balão.
 Foi se espichando dali e daqui, até que se transformou num balão. E quando o vento soprava, o balão voava bem alto. Mas ela se cansou de ser balão. As crianças não se alegravam mais com ela!



 E numa noite, ela viu a lua brilhando no céu. Ela também quis ser lua.



 Espichou daqui e dali, ela se transformou numa lua bem bonita. Mas, a vida da lua não era muito boa. E, ela, se cansou de ser lua. 


A nuvenzinha já estava desanimada por procurar ser tanta coisa e não conseguir ser feliz.
As outras nuvens começaram a conversar com ela, para saber a razão de sua tristeza. Então ela explicou que já havia transformado em tantas coisas e nada havia lhe trazido alegria.

 Então ela começou a chorar. Suas lágrimas foram caindo, caindo... como gotinhas de água em cima da terra, do campo, das flores e logo o capim foi crescendo e ficando verdinho, as flores foram se abrindo alegrando o jardim.



11- E a nuvenzinha foi ficando alegre e compreendendo como era importante ser uma nuvenzinha. Ela já não queria ser outra coisa. A borboleta, o passarinho. O balão, a lua, cada um tinha sua função, cada um era importante.


Por isso devemos ser felizes como Deus nos fez. Nós somos importantes também.
A nuvenzinha descobriu como era maravilhoso ser uma nuvem. Deus criou a nuvenzinha para nos dar chuva, que molha a terra, o campo, dando alimento para as pessoas e os animais. Assim através de suas gotinhas ela descobriu que podia alegrar muita gente e se tornou feliz.