Paulo Freire tinha fé na educação, por isso sua filosofia era toda baseada no ser como agente transformador do seu meio, e o caminho para este acontecimento é a educação.
Paulo
Freire trata em seus conceitos de educação de algumas categorias muito
profundas e que trazem ao leitor uma visão muito esclarecedora do seu modo de
pensar a educação. Uma destas categorias é a consciência. Ele nos mostra que mesmo
com as sociedade latino-americanas já começarem a viver uma certa abertura, o
professor ainda é visto como um ser superior que ensina a ignorantes, e o
educando apenas recebe os conhecimentos como se fosse um deposito. A esta
consciência ele chama de “bancaria”, pois só recebe e se pensa que quanto mais
se dá mais se sabe. O educando assim perde seu poder de criar e passa a apenas
reproduzir algo já concebido. Há também outros tipos de consciência, a ingênua,
a mágica, a critica, cada uma com características distintas e importantes. A
consciência magica é aquela que transforma os desafios em superstições. Na
ingênua há uma busca de compromisso enquanto na critica há um compromisso.
Existe ainda a consciência fanática que gera uma entrega irracional.
A partir do conhecimento destes
tipos de consciência podemos ver como que a sociedade responde aos fatos e
acontecimentos. A grande preocupação de Paulo Freire é com o desenvolvimento
humano. Quando ele fala das categorias sociedade e mudança mostra claramente
através de uma visão critica que o objetivo da educação é promover mudança. É
possibilitar ao educando uma oportunidade de transformação do meio, e não
meramente aceitar a imposição de uma minoria que pretende manipular as massas.
Desta forma o processo chamado democratização é fundamental. Onde as massas
procuram participar das mudanças, a exigir transformações e fazer parte delas.
Passam a atuar e não apenas apreciar os acontecimentos. A sociedade para ser
justa deve oferecer oportunidade para que todos tenham opção, livre e não
imposta, gerando consciência criadora e comunicativa.
A consequência de uma
sociedade justa é o compromisso do indivíduo para com a mesma. A partir do
momento que ele passa a agir e refletir é criado condição para que haja
compromisso. O indivíduo tende a se comprometer com aquilo que entende,
participa, opina e constrói. Ao refletir sobre estar no mundo, sobre sua ação
neste mundo ele passa ter consciência dos seus atos e busca superar seus
limites e não ser mais um mero expectador dos fatos.
Giceli Cristina