quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!(...)
(trecho do poema Meus 8 anos de Casimiro de Abreu)

   Como não sorrir ao se lembrar da infância? Anos vividos com dificuldades financeiras, algumas privações, mas acima de tudo, anos vividos com a intensidade necessária para ser feliz. Tempo em que praticamente não se precisava gastar dinheiro com brinquedos, mas quase tudo virava brinquedo em nossas mãos. Pedrinhas, elásticos, bola, peão, boneca,bolinha de gude (ou como se fala na minha cidade: birosca) eram comuns a toda criança. As brincadeiras promoviam a socialização, porque andávamos sempre em "bando". Um ia passando na casa do outro e chamando pra brincar na rua. Às vezes a turma ia se formando devagar, com dois ou três e no auge da brincadeira não era difícil encontrar trinta ou quarenta crianças na rua. 
Não precisávamos nos preocupar com violência, nossa única preocupação era ficar de olho quando vinha carro, mas até os motoristas já estavam acostumados com a meninada na rua. Era uma festa!
Na escola não era diferente, as aulas de educação física eram as preferidas da molecada, ninguém queria ficar de fora. 
Tínhamos também as datas especiais onde sempre apresentávamos um teatro, uma adaptação de alguma peça famosa, um coral de crianças que cantava na igreja aos domingos de manhã. Todas sabiam de cor o Hino Nacional, e sabíamos com nos comportar na hora da sua execução e hasteamento da bandeira.



Corporeidade, movimento, brincadeiras são algumas das melhores lembranças da minha infância. Lembro com saudade dos amigos e amigas, das professoras e das brincadeiras, que recheiam as minhas lembranças e que me fazem escrever este texto com um leve sorriso nos lábios...