sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Estágio Supervisionado


      Bom, estamos chegando ao final, falta muito pouco para cruzar a linha de chegada. Como atividade de regência neste semestre quero destacar os preparativos para a presentação da peça O fantástico mistério de Feiurinha, de Pedro Bandeira, que foi apresentada na Bienal do Livro de Ubá e reapresentada na Escola Municipal Nossa Senhora Aparecida onde fiz meu estágio. Foi gratificante ver o empenho, a responsabilidade e seriedade com que os alunos encaravam seus personagens e deram vida a eles. Parabenizo a escola pela iniciativa, aos alunos pela dedicação e principalmente a professora Livânia pelo empenho e entrega para que tudo saísse perfeito como foi.

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

ESTÁGIO SUPERVISIONADO - REGÊNCIA

É com grande alegria que faço esta postagem! Cumprindo mais uma etapa na minha caminhada como pedagoga em formação, compartilho um pouquinho do meu estágio supervisionado. 
Tenho tido momentos de muito aprendizado com os alunos e a professora do Maternal III da Escola Municipal N. S. Aparecida.  É muito lindo ver o desenvolvimento dos alunos e as descobertas que fazem a cada dia. 
A atividade de regência que fiz com os alunos foi em duas etapas: primeiro pintura com os dedinhos, onde além da coordenação motora fina, foi trabalhado também as cores amarelo, vermelho e azul que eles agora identificam com facilidade. 

Na segunda etapa fizemos bolinhas de papel crepom e colamos na rabiola da pipa. 

Ficou lindo de ver o varalzinho todo colorido!
Esta atividade foi muito importante para mim como futura pedagoga, pois me colocou exatamente na função que espero exercer no próximo ano. 

terça-feira, 25 de abril de 2017

Paisagem.


Quando estudamos com nossos alunos sobre paisagem, devemos lembrar que as mudanças são constantes e que é necessário estar atento a elas. Um lugar que ontem era de uma forma, hoje já pode não ser mais. A paisagem está em constante mudança, seja ela natural ou provocada por alguma situação. A paisagem nos mostra a história de quem vive ali, os recursos naturais, a forma como é explorada. Observar e analisar os espaços construídos  nos ajuda a compreender as relações sociais que configuram este lugar.
Esta é minha cidade natal, uma pequena cidade no interior de Minas Gerais. Pequena e muito acolhedora como toda cidadezinha mineira. Chama-se Guidoval.
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Minha cidade sofreu nos primeiros dias de 2012 uma inundação nunca antes vista. O rio Xopotó que corta a cidade subiu mais de 8 metros e provocou mudanças radicais na paisagem. Casas foram derrubadas, árvores arrancadas, ruas destruídas. Sem falar em vidas que foram perdidas. A ponte de principal acesso a cidade foi arrancada e os moradores ficaram dias ilhados.
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Esta é a ponte que foi derrubada, hoje, a entrada da cidade foi construída em outro local e no lugar desta ponte foi construída uma passarela para pedestres e motos e bicicletas.
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Alguns lugares ainda exibem marcas deste trágico momento, mas a cidade em sua maioria foi reconstruída. A praça principal, onde acontecem os encontros com amigos, onde os jovens se reúnem, onde a cultura de sair a noite para se assentar nos bancos da praça ainda existe também foi modificada.
Antes
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Depois
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As relações entre homem e natureza em um momento como este ficam estremecidas, pois com fúria a cidade foi acometida pela água. Mas a cidade foi reconstruída, e muitos espaços ficaram vazios, as pessoas preferiram respeitar mais o leito do rio e, os que puderam, construíram ou se mudaram pra mais longe dele e do alcance das suas águas. Os que não tinham esta possibilidade reforçaram os alicerces.
As ruas ficaram assim, cheias de entulhos, moveis, alimentos apodrecendo. Sobrou solidariedade e ajuda humanitária.
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E a cidade segue sua vida, pacata e cheia de história. Não posso dizer que a cidade é a mesma, as mudanças são visíveis em todo lugar que se olha, mas o povo...esse também mudou, ficou mais forte, ainda mais batalhador. E vamos construindo e reconstruindo a paisagem, mudando, transformando, sempre em movimento.
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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

FICHAMENTO

TIPO: MONOGRAFIA
ASSUNTO/TEMA: EDUCAÇÃO/LUDICIDADE
RESUMO: A autora trata de apresentar diversas formas de apresentação do lúdico. Mostra como tem sido visto ao longo da história, e como é visto e utilizados nas escolas e pelos educadores.


FICHAMENTO
PAG.
INTRODUÇÃO O uso do lúdico é fato, e sem dúvida fundamental como recurso de ampliação e representação do conhecimento. A utilização do lúdico nas aulas evidencia-se como uma atividade que rompe com barreiras disciplinares, torna permeável as suas fronteiras e caminha em direção a uma postura interdisciplinar para compreender e transformar a realidade em prol da melhoria da qualidade de vida pessoal, grupal e global.  10
JUSTIFICATIVA A ludicidade é essencial ao ser humano e ao seu desenvolvimento, visto que é um modo de expressar-se, pois pode-se fazer um paralelo entre os jogos e as brincadeiras com as situações do cotidiano. Essas ferramentas lúdicas muitas vezes exercem papel fundamental no processo de ensino – aprendizagem, uma vez que sua utilização em sala de aula mostra-se mais eficiente do que os meios tradicionais de ensino. 11
REFERENCIAL TEÓRICO Comenius, em meados do século 15, provocou a reforma do ensino que se tornou conhecida como Realismo em Pedagogia. Ele dividiu os anos do desenvolvimento em infância, puerícia, adolescência e juventude. Cada período compreendia um espaço de 6 anos. Nesse período foi criada uma escola maternal para as crianças na fase da infância, onde recomendava-se a experiência com os brinquedos para exercitar os sentidos externos. No entanto, foi Rousseau (1712-1778), na França, que teve como principal ideia a educação baseada na atividade, pois a aprendizagem é adquirida através das experiências. Segundo ele a criança é uma folha de papel em branco e, se estiver atenta aos fenômenos da natureza, desenvolverá a curiosidade e pesquisará os fatos. Rousseau dizia que a educação da criança deve ser uma livre expressão das atividades naturais da própria criança. (MENDES, 1996). 12
TEORIAS DA APRENDIZAGEM Na prática, Platão utilizou atividades lúdicas no ensino da matemática, aplicando atividades de cálculos ligadas a problemas concretos, extraídos da vida e dos negócios cotidianos, a fim de que, para seus discípulos, esses problemas atingissem um nível superior de abstração. Foi a partir do século XVI que os humanistas começaram a perceber o valor educativo dos jogos, sendo os jesuítas os primeiros a (re)colocá-los em prática. Dessa forma a opinião acerca da utilização dos jogos com fins educativos foram ficando cada vez menos radicais. 14
A utilização dos jogos como fator determinante na educação das crianças também foi abordada por Piaget (1974), para quem a importância dos jogos torna-se ainda maior quando estes são desenvolvidos pela própria criança, uma vez que esse trabalho de reconstrução exige do educando uma adaptação mais completa, a qual o autor denomina de síntese progressiva da assimilação com acomodação. Para o autor, por ser o homem o sujeito de sua própria história, toda ação educativa deve promover no indivíduo sua relação com o mundo por meio da consciência crítica, da libertação e de sua ação concreta com o objetivo de transformá-lo. Dessa forma, Piaget defende que no trabalho de educação com crianças é necessário que se forneça a estas um material conveniente, com o objetivo de que, jogando, elas cheguem a 16 assimilar realidades intelectuais que, sem essa ação, permaneceriam exteriores à inteligência infantil (apud MACEDO, 2001, p.450). 15
John Dewey (1859-1952), pedagogo e filósofo americano, criticava a educação tradicional, o intelectualismo e a memorização, defendendo a aprendizagem como um processo ativo e o ensino baseado em experiências práticas na sala de aula, referenciando o jogo neste processo. Para o autor, todos os povos, em todos os tempos, contaram com os jogos como parte importante da educação de crianças, especialmente de crianças pequenas. Dewey defendia a idéia de que o jogo é tão espontâneo e inevitável que, a seu ver, poucos pensadores educacionais atribuíram a ele em teoria o lugar de destaque que sempre ocupou na prática, ou mesmo, poucos tentaram descobrir se as atividades naturais de jogo das crianças oferecem sugestões que possam ser adotadas na escola (apud MOYLES, 2002). 17
CONTRIBUIÇÕES SIGNIFICATIVAS ·Fixação de conceitos; · Introdução e desenvolvimento de conceitos de difícil compreensão; ·Desenvolvimento de estratégias de resolução de problemas; ·Tomada de decisões e avaliação destas; ·Significação de conceitos; · Interdisciplinaridade; · Incentivo à participação ativa do aluno na construção do conhecimento; ·Socialização e trabalho em equipe; ·Motivação, criatividade, senso crítico, competição, observação, prazer em aprender; ·Reforço e recuperação de habilidades; · Identificação, diagnóstico de erros de aprendizagem, de atitudes e das dificuldades dos alunos. 18
DIFICULDADES ENCONTRADAS ·O jogo pelo jogo; quando este é mal utilizado, os alunos não sabem por que jogam;
19
·Muito tempo gasto com atividades de jogos sacrificando outros conteúdos pela falta de
tempo;
·Falsas concepções de que se devem ensinar todos os conteúdos por meio de jogos;
·Perda da “ludicidade” dos jogos pela interferência constante do professor;
·Exigência de que o aluno jogue, destruindo a voluntariedade pertencente à natureza do
jogo;
·Dificuldade de acesso ao material sobre uso de jogos que possam vir a subsidiar o
trabalho docente
19
IMPORTANCIA DO BRINCAR O ato de brincar é um comportamento que acompanha o ser humano, em especial, na infância, modificando-se até chegar ao jogo socializado e, sob essa forma, permanece ao longo da vida e da história da pessoa. Diferentes autores estudaram a importância do lúdico na vida do indivíduo; porém, todos convergem em um mesmo ponto, quando afirmam que o ser humano é de natureza lúdica e quer brincar, para ele, não constitui perda de tempo, mas uma forma de desenvolver suas próprias habilidades e chegar a um autodomínio, tendo um conhecimento do mundo, por meio de suas próprias emoções 19
CONTRIBUIÇÕES DO BRINCAR PARA O DESENVOLVIMENTO DO INDIVÍDUO A brincadeira, por utilizar um conjunto de códigos que objetivam um certo ato comunicativo, pode ser entendida como uma linguagem. Mesmo na mais tenra idade, a criança busca significados, procura dar um sentido à sua existencia – o que é mais comumente praticado pelo ato de brincar – ao mesmo tempo em que integra sua personalidade. É o que Machado (1999) chama de proceso de personalização de desenvolvimento de um sentimento de estar dentro do próprio corpo. Dessa forma podemos entender que o sentido da vida de uma criança é a brincadeira. Brincando elas reproduzem situações concretas, pondo-se no papel dos adultos, imitando-os e procurando entender o seu comportamento. Para a criança brincar não é apenas um passatempo. Seus jogos estão relacionados com um aprendizado fundamental; seu conhecimento do mundo através das suas próprias emoções 20/21
JOGO Ao mesmo tempo que parece simples, é bastante complexo definir jogo. O caráter do jogo varia de acordo com a comunidade na qual está inserido, porque em cada uma ele tem seu significado modificado, podendo se modificar de acordo com a intenção, regras, espaço, tempo, entre outros fatores 24
Definir jogo em palavras é algo bem difícil, devido a sua imensidão de variações. O jogo varia de brincadeira de faz de conta, jogos de exercício, jogos de raciocínio, uso de brinquedos e muito mais. Porém, sabe-se que para haver jogo é preciso ter regras.  
IMPORTANCIA DAS REGRAS Assim sendo, a essência do jogo configura-se, na realidade, no conjunto de regras que indicam o que pertence ou não ao jogo, o que é permitido e o que é proibido. A ideia inicial é a de que não se pode violar essas regras sob pena de acabar o jogo, que fica descaracterizado pela não utilização de suas normas. 25
FORMAÇÃO LÚDICA DO EDUCADOR É possível constatar que o lúdico é um facilitador da aprendizagem, o grande problema na sua utilização é falta de capacitação dos profissionais em adequar nas aulas algo que as deixem mais dinâmicas. A falta de políticas públicas e financiamentos educacionais que incentivem a utilização do lúdico como suporte na aprendizagem é um fator responsável pela 28 falta de preparo dos professores, os quais, baseados nos dados obtidos através de questionários, percebem a importância em integrar a teoria a músicas, jogos e até mesmo a programas de computador já preparados para isso, mas que no entanto não recebendo o devido treinamento não conseguem utilizá-los corretamente. Percebe-se, portanto, que a utilização do lúdico nas escolas precisa ser estudado, remodelado e adequado para que ocorra o real e correto uso, pois são muitas as dificuldades enfrentadas, sendo uma das principais, a carência de profissionais especializados na área ,a causa deste fracasso. Identificados todos estes pontos, faz-se deste trabalho um instrumento de reflexão a ser utilizado a favor do aprendizado. 27/28
PORQUE O LÚDICO PODE SER UM ALIADO PARA O DOCENTE? A importancia do lúdico é o prazer que este traz na construçãos de conceitos, no desenvolvimento intelectual, bem como na construção da aprendizagem como um todo. A concorrência no mundo do trabalho deixou os pais, escolas e professores mais preocupados em inserir de qualquer maneira no aprendizado das crianças e adolescentes tudo que estes precisam saber para entrar numa boa faculdade e se dar bem na vida, sem levar em conta como isso está sendo feito. 29 O sucesso de alguns professores em atingir seus objetivos didáticos em sala de aula, está exatamente na forma diferenciada de como fazem isso. Essa maneira de agir e fazer com que outros compreendam o assunto a ser explanado, faz com que precisemos repensar as diferentes maneiras de se introjetar os assunto relacionados nas mentes dos educandos e, ainda por cima, fazê-los compreender o que está senso explanado, de uma maneira mais simples e criativa, pois dessa forma, tanto o ensinar como o aprender se fundem em algo grandioso e de qualidade. 28/29

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!(...)
(trecho do poema Meus 8 anos de Casimiro de Abreu)

   Como não sorrir ao se lembrar da infância? Anos vividos com dificuldades financeiras, algumas privações, mas acima de tudo, anos vividos com a intensidade necessária para ser feliz. Tempo em que praticamente não se precisava gastar dinheiro com brinquedos, mas quase tudo virava brinquedo em nossas mãos. Pedrinhas, elásticos, bola, peão, boneca,bolinha de gude (ou como se fala na minha cidade: birosca) eram comuns a toda criança. As brincadeiras promoviam a socialização, porque andávamos sempre em "bando". Um ia passando na casa do outro e chamando pra brincar na rua. Às vezes a turma ia se formando devagar, com dois ou três e no auge da brincadeira não era difícil encontrar trinta ou quarenta crianças na rua. 
Não precisávamos nos preocupar com violência, nossa única preocupação era ficar de olho quando vinha carro, mas até os motoristas já estavam acostumados com a meninada na rua. Era uma festa!
Na escola não era diferente, as aulas de educação física eram as preferidas da molecada, ninguém queria ficar de fora. 
Tínhamos também as datas especiais onde sempre apresentávamos um teatro, uma adaptação de alguma peça famosa, um coral de crianças que cantava na igreja aos domingos de manhã. Todas sabiam de cor o Hino Nacional, e sabíamos com nos comportar na hora da sua execução e hasteamento da bandeira.



Corporeidade, movimento, brincadeiras são algumas das melhores lembranças da minha infância. Lembro com saudade dos amigos e amigas, das professoras e das brincadeiras, que recheiam as minhas lembranças e que me fazem escrever este texto com um leve sorriso nos lábios...