quinta-feira, 24 de abril de 2014

Até que ponto somos livres?



Liberdade é algo desejado por aqueles que estão ou se sentem presos por algo ou por alguém. Correntes prendem, cadeias prendem, grades prendem, mas também relacionamentos prendem, sentimentos prendem, pessoas se prendem. Como então saber qual é o limite da liberdade ou da falta dela? Uma linha tênue demais separa liberdade de prisão, liberdade de libertinagem. Essa linha tem nome: Respeito. Quando se cresce aprendendo e cultivando esta virtude se tem o equilíbrio necessário para se distinguir, julgar e optar sempre por não fazer nada que vá de alguma forma ferir, degradar ou causar repulsa em seu semelhante.
Será que liberdade é se fazer o que quer, na hora que quer e como bem entende? Ou liberdade é conseguir controlar seus impulsos, segurar suas emoções e não fazer ou não dizer o que se quer pois tudo que feito ou dito no impulso geralmente  culmina em algo negativo?
Somos livres a partir do momento em que podemos questionar, discordar, protestar, mas acima de tudo, somos livres quando conseguimos entender com nossa alma que podemos ser livres mesmo estando presos.; que podemos ser livres mesmo não fazendo naquele momento o que desejamos; que podemos ser livres por que liberdade não é um simples acontecimento, mas algo que se sente no espírito, que ninguém pode  tocar, e que não é necessário fazer atos de vandalismo ou exibição degradante de oposição às regras para se provar que o é.

                                                                                                             Giceli Cristina



Filosofia

Zeca Baleiro
Filosofia
Composição: Noel Rosa

O mundo me condena
E ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber
Se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome.

Mas a filosofia
Hoje me auxilia
A viver indiferente assim.
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Para ninguém zombar de mim.

Não me interessa
Que você me diga
Que a sociedade
É minha inimiga.
Pois cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba
Muito embora vagabundo.

Quanto a você
Da aristocracia
Que tem dinheiro
Mas não compra alegria
Há de viver eternamente
Sendo escrava desta gente
Que cultiva hipocrisia.

Minha opinião:
A indiferença com que o mundo capitalista, aristocrático e hipócrita trata as pessoas leva o autor a se refugiar na filosofia, onde ele observa tudo a sua volta e percebe o quão vazios e fúteis são aqueles que prezam mais a riqueza que o caráter, mais o ter que o ser.