quinta-feira, 8 de maio de 2014

Brasil

Paulo Freire tinha fé na educação, por isso sua filosofia era toda baseada no ser como agente transformador do seu meio, e o caminho para este acontecimento é a educação.

Paulo Freire trata em seus conceitos de educação de algumas categorias muito profundas e que trazem ao leitor uma visão muito esclarecedora do seu modo de pensar a educação. Uma destas categorias é a consciência. Ele nos mostra que mesmo com as sociedade latino-americanas já começarem a viver uma certa abertura, o professor ainda é visto como um ser superior que ensina a ignorantes, e o educando apenas recebe os conhecimentos como se fosse um deposito. A esta consciência ele chama de “bancaria”, pois só recebe e se pensa que quanto mais se dá mais se sabe. O educando assim perde seu poder de criar e passa a apenas reproduzir algo já concebido. Há também outros tipos de consciência, a ingênua, a mágica, a critica, cada uma com características distintas e importantes. A consciência magica é aquela que transforma os desafios em superstições. Na ingênua há uma busca de compromisso enquanto na critica há um compromisso. Existe ainda a consciência fanática que gera uma entrega irracional.
A partir do conhecimento destes tipos de consciência podemos ver como que a sociedade responde aos fatos e acontecimentos. A grande preocupação de Paulo Freire é com o desenvolvimento humano. Quando ele fala das categorias sociedade e mudança mostra claramente através de uma visão critica que o objetivo da educação é promover mudança. É possibilitar ao educando uma oportunidade de transformação do meio, e não meramente aceitar a imposição de uma minoria que pretende manipular as massas. Desta forma o processo chamado democratização é fundamental. Onde as massas procuram participar das mudanças, a exigir transformações e fazer parte delas. Passam a atuar e não apenas apreciar os acontecimentos. A sociedade para ser justa deve oferecer oportunidade para que todos tenham opção, livre e não imposta, gerando consciência criadora e comunicativa.

A consequência de uma sociedade justa é o compromisso do indivíduo para com a mesma. A partir do momento que ele passa a agir e refletir é criado condição para que haja compromisso. O indivíduo tende a se comprometer com aquilo que entende, participa, opina e constrói. Ao refletir sobre estar no mundo, sobre sua ação neste mundo ele passa ter consciência dos seus atos e busca superar seus limites e não ser mais um mero expectador dos fatos. 

                                                                                                             Giceli Cristina


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